sábado, setembro 19

O segredo de Charles Dickens

Sempre gostei muito de Charles Dickens. Li na minha adolescência David Copperfiel da coleção infanto juvenil já mencionada aqui nessa postagem. E mais tarde,  já adulta, ,li Oliver Twist e Conto de Natal. E como tenho paixão pela terra da rainha , fica muito fácil gostar de Dickens : a maioria de seus romances são ambientados em Londres.

Portanto fiquei muito empolgada quando soube do lançamento de um filme abordando, imagine só, um segredo de Charles Dickens ! E esse segredo nada mais era do que a existencia de uma paixão extraconjugal na vida de Dickens. Isso em plena Era Vitoriana em Londres. Porém nas atribulações do dia a dia não assisti o filme na época de seu lançamento e tive a oportunidade de assistir semana passada e fiquei simplesmente encantada com o filme.

O genero romance não é um dos meus prediletos para filmes, porém como se tratava de Dickens e do ator Ralph Fiennes, não hesitei em assistir e não me arrependi.
Perfomances maravilhosas, reconstituição de época perfeita e roteiro interessante prenderam minha atenção do começo ao fim. Dickens foi uma pessoa muito interessante e o filme deixa transparecer toda a sua personalidade de maneira impecável.



Assistir o filme despertou-me a vontade de reler as obras de Dickens e saber mais da vida do escritor.
Pesquisando na net descobri que a Editora Cosac, famosa por sua linha editorial escolhida a dedo e edições super caprichadas no aspecto gráfico, lançou erm Outubro de 2014 uma edição muito caprichada do romance David Copperfiel em capa dura , e o melhor, com o texto integral do autor, coisa praticamente impossivel de se encontrar aqui no Brasil, onde reinam as versões adaptadas do autor. O livro em capa dura conta com 1312 páginas, pesa 800 gramas no tamanho 120 x 170 mm !

David Copperfield é um romance muito especial dentre todos os que Dickens escreveu por dois motivos : é autobiográfico( ou melhor, semi autobiográfico) e o próprio Dickens considerava David Copperfield o seu "filho" predileto, motivos mais que suficientes para fazer uma releitura do romance , dessa vez no texto integral.

Já adquiri meu volume e deve chegar até a próxima semana ! Ansiosa para ler.
O projeto gráfico é lindo, com fac-símile de trechos dos escritos de Dickens e texto crítico de  Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos , Virginia Woolf , ou seja, uma fantástica  aquisição para qualquer fã de Dickens !



E a curiosidade sobre a vida de Dickens não me abandona! Consegui encontrar um livro de 1963 do escritor biográfico Andre Maurois que discorre sobre a vida, a obra, a arte e a filosofia de Dickens no meu sebo online favorito, o Sebo do Messias. Já comecei a ler e a obra é ótima, com muitos detalhes a respeito do escritor e todo o seu universo.Depois comento mais sobre a obra.




Tenho muito mais para falar sobre Dickens, mas ficará para outra postagem !


sexta-feira, setembro 11

Citações Favoritas

Vou inaugurar uma seção nova aqui no blog sobre citações referentes a livros. Depois pretendo fazer uma compilação para fazer um livro com elas, feito a mão mesmo. Gosto de encadernação manual e será uma ótima experiência.Ainda preciso comprar alguns equipamentos para fazer o tipo de encadernação que pretendo, mas até o final do ano já devo estar com tudo na mão para esse projeto.

Tenho preferência pelo inglês, procuro sempre ler e ouvir nessa língua para treinar bastante.

I divide all readers into two classes; those who read to remember and those who read to forget.

–William Lyon Phelps




Um pouco sobre o citador dessa frase :

William Lyon Phelps (1865-1943) was an American educator, literary critic and author. He served as a professor of English at Yale University from 1901 to 1933. His works include: "Advance of the English Novel" and "Essays on Modern Dramatists.


Referências :
http://www.phelpsfamilyhistory.com/bios/william_lyon_phelps.asp

domingo, setembro 6

Penguin Books - Campanhas Publicitárias

Após anos de inatividade, retorno aqui no blog para postar minhas matérias prediletas encontradas na web,sobre meus livros prediletos, curiosidades literárias e tentar algumas resenhas.
Utilizo muito o Facebook para descobrir novidades e tendências nas áreas que possuo interesse, porém aqui no blog terei a tranquilidade para "guardar",ter um momento introspectivo no qual eu possa refletir sobre minhas leituras e descobertas, transformando-se numa cápsula do tempo para que no futuro, eu possa visualizar toda a minha trajetória cultural.

Com um filho publicitário e ilustrador, tenho a tendência de prestar atenção em campanhas publicitárias dos mais variados assuntos,e sobre o hábito da leitura são sempre fascinantes.Tenho alguns exemplos aqui no blog e hoje deparei-me com um artigo comentando sobre as campanhas da Penguin Books, famosa editora internacionalmente conhecida, agora publicando em português também no Brasil desde 2010, em parceria com a Companhia das Letras.


A história da Penguin Books é fascinante. A empresa de origem inglesa, apostou no formato em brochura a preços acessíveis. O fundador da empresa comentava que os livros eram vendidos a preço de um maço de cigarros, salientando o pouco valor cobrado na época.As capas eram  um charme a parte : tarja laranja para ficção, tarja verde para romances policiais, tarja azul para biografias.


Essa foi uma das campanhas analisadas quem me cativou. A Penguin incentiva as pessoas a viajarem com as palavras. Acompanhe as imagens, Londres é a minha predileta, claro !





Nessa outra campanha os livros são tão bons, que se tornam parte do leitor.





Essa campanha é fantástica, salientando os diversos gêneros publicados pela Penguin.











E como estou falando de Publicidade, aproveitei para colocar aqui a evolução do logo da Penguin. Adoro esse pinguim, kkkk !





Referências :
http://www.logodesignlove.com/
https://theadreview.wordpress.com/




domingo, março 4

Mark Twain

Mark Twain é um dos meus autores prediletos. Personalidade única e com um humor mordaz, Twain soube retratar sua época com maestria nas páginas de suas obras primas como As aventuras de Huckleberry Finn, As aventuras de Tom Sayer.



No blog da LP&M estão sendo publicados artigos  sobre autores importantes do cenário literário denominados 100 autores que você precisa ler e aqui está o artigo referente ao Mark Twain.
Fiquei sensibilizada com o paralelo do Cometa Halley e seu nascimento e morte.


Autor de hoje: Mark Twain






Flórida, EUA, 1835 – † Redding, EUA, 1910
Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, passou a infância às margens do Mississipi, entre barqueiros, missionários, aventureiros e artistas ambulantes. Subindo e descendo o rio, ouviu lendas e histórias, assim como conheceu diferentes tipos humanos e costumes da região. Com a morte do pai, em 1847, abandonou os estudos e empregou-se como aprendiz de tipógrafo. Após a Guerra Civil de 1861, atraído pela corrida do ouro, foi para a Califórnia, atuando como jornalista e escritor. Destacam-se entre seus livros As aventuras de Tom Sawyer, reconstituição da infância do autor e resposta aos livros moralistas da época, Vida no Mississipi e As aventuras de Huckleberry Finn, sua obra mais conhecida. Considerado precursor da literatura autenticamente americana, Mark Twain não se deixou influenciar pela entonação européia e escreveu no linguajar e na gíria de seu país.
Obras principais: As aventuras de Tom Sawyer, 1876; O príncipe e o mendigo, 1882; Vida no Mississipi, 1883; As aventuras de Huckleberry Finn, 1884
MARK TWAIN por Fernando Neubarth
Há uma história por trás do pseudônimo usado por Samuel Langhorne Clemens. Mark Twain é uma expressão que aprendera a usar nas suas viagens fluviais pelo Mississipi, uma medida de profundidade do rio. Para nós, interessaria medir essa profundidade? Importa é que designa o marco exato de uma linha. Do cotidiano de personagens como Tom Sawyer e Huckleberry Finn, soube mostrar o interior de um país que é também o interior de cada um. Em um relato aparentemente singelo, subjacente a aventuras infanto-juvenis, guarda mostras da hipocrisia que veste a sociedade e críticas à igreja e aos políticos. Suas histórias, a partir do sucesso do conto “A célebre rã saltadora do Condado de Calaveras”, transformaram a literatura americana, tornando-o um clássico universal.
 Ao destacar os valores humanos mais importantes, aqueles que se moldam na infância, Mark Twain deu voz ao que a América tem de melhor. Não a América imperialista, expansionista, mas uma nação que valoriza pequenas grandes histórias, lembranças da gente interiorana, dos bairros, dos subúrbios; sagas de sofrimento e superação, de diferenças étnicas, sociais e econômicas, a base do american way of life e de sua inegável, embora nem sempre verdadeira e concreta, obsessão por justiça. Assim, os relatos de Twain podem ser considerados o início de uma cultura que se difundiu nas letras e talvez ainda mais no cinema. E isso também se deve ao seu humor, muitas vezes incisivo, que provoca ainda hoje discordâncias entre os críticos. Quanto ao seu papel na literatura, Twain dizia que os grandes livros são como o vinho; os dele, como água: as pessoas tomam quando estão realmente com sede.
Voltando ao início, em tudo parece preciso, desde a escolha do pseudônimo. A marca certa, nem maior nem menor em sua profundidade. Um termo que designava duas ondas, duas medidas abaixo da superfície. Uma marca n’água. Na água de um rio que é símbolo, artéria vital de um país que influencia há muito a história do mundo. Sua vida foi trajetória de uma estrela, o espaço entre dois momentos, à semelhança de todas as nossas vidas, início e fim. No caso de Twain, o ciclo de um cometa. Ele escreveu em 1909, um tanto desesperançado, após a perda da esposa e de três dos quatro filhos: “Eu cheguei com o cometa Halley em 1835. Ele vai voltar ano que vem, e eu espero que me leve junto”. O Halley estava visível em 30 de novembro de 1835 quando Twain nasceu e também em 21 de abril de 1910 quando ele morreu. A literatura e o mundo não foram mais os mesmos depois dessa passagem.
Guia de Leitura – 100 autores que você precisa ler é um livro organizado por Léa Masina que faz parte da Coleção L&PM POCKET. Todo domingo,você conhecerá um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos clássicos, Léa convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.

Link do artigo -
http://www.lpm-blog.com.br/?p=8750




Twain em 1907
Fonte- Wikipedia
 

Ex-Libris Celia Costa Published @ 2014 by Ipietoon